domingo, 22 de fevereiro de 2009

TAM TAM TAM TAM...

Quem nunca falou de Amor, ou mesmo escreveu sobre? Ou melhor: tentou escrever. Sentimento complicado de explicar, mas que todos conhecemos e sentimos involuntariamente, apenas pelo simples fato de estarmos vivos. Deixo claro que não tentarei descrever o Amor. Vou rabiscar algo, na tentativa de transmitir o que sinto e penso saber sobre ele.

O Amor surge sem que nos demos conta. Amamos parentes, amigos, bichos, lugares... tudo pode ser amado; e tudo deveria ser amado. o Amor quando recíproco é mais rico, mais intenso. Quando falamos de um casal de apaixonados aí é que a intensidade ganha forma, em cada olhar, beijo, ou toque.

O Amor faz a gente se perder no que pretendemos dizer, não nos deixa continuar a lógica do raciocínio. “Amar é ser vencida a razão pela tolice.” E não é preciso saber amar, não há formula; o Amor simplesmente é. Ele não nos permite escolhas ou julgamentos. Tudo é nulo diante dele. “O amor não vê com os olhos, vê com a mente; por isso é alado, é cego e tão potente.” Amando a gente se sente livre e inteiramente preenchido de vida. Sem pudores, sem limitações... e reafirmo: “Se não te lembram as menores tolices que o amor te levou a fazer, é que jamais amaste.” Não se preocupe, tudo tem seu tempo; mas lembre-se que quando se trata do Amor, é ele quem dita as regras, do início ao fim. Deixe-se levar, mergulhe fundo, pule sem medo.“O amor é cego, e os namorados nunca vêem as tolices que praticam.” Vale a pena... ou melhor, vale a galinha inteira.

Não se canse na espera do Amor, e se possível procure-o. “Buscar o amor é bom, melhor é achá-lo.” No meio do caminho verá que cairá, sentirá dor em alguns momentos. Isso faz parte, e vai acontecer. É tão certo como o entardecer dá espaço à noite. “Em tempo algum teve um tranqüilo curso o verdadeiro amor.”

Creio que a saudade aumenta o Amor, deixa-o mais próximo da gente; paradoxalmente à distancia. Amar é saudável, é vital. Para sentirmos a força dessa vitalidade, basta-nos escutar (ou ler a frase): Eu te amo.

Tem algo sublime nela, algo imensurável, e “Pobre é o amor que pode ser contado.” Amar e ser amado é a mais bela perfeição. Sem medo de parecer brega, clichê, ou repetitivo, digo: Eu te amo.

E para quem crer que: “Se o amor é cego, nunca acerta o alvo.” Afirmo que está completamente errado, pois mesmo cego, ele chega imediatamente no seu destino no exato momento que passa a existir.

Mais uma vez...
TE AMO-TE.

p.s.: As citações entre “aspas” são falas de peças de William Shakespeare

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Trampolim

Imagine um trampolim, mas não um qualquer. Imagine um trampolim bem alto, que ao mesmo tempo desperte o medo e o desejo de desafiá-lo. Tem coragem de subir lá e pular de cabeça? Essa pergunta gera uma dúvida louca, não é? A vida é repleta de trampolins. Estou aqui, no primeiro degrau da escada que me leva ao topo de um. Sinto-me congelar de medo, mas a expectativa do pulo me consome a muito tempo. Vou pular.

Ao subir a escada longa e vertical, uma única lembrança vem à minha mente: a cena em que Sebastian, do filme “A História sem fim - 2” tem que superar o medo e pular de um trampolim na piscina de sua escola. Só assim ele teria força e coragem para enfrentar os perigos e conhecer o mundo de Fantasia.

Chego ao topo neste exato momento, posso ver, rente aos meus olhos, aquela passarela de onde em instantes pularei. Ela é branca e lisa, ao redor tudo me parece azul, o reflexo da água torna o momento ainda mais especial, é de fato mágico. Segurando com firmeza as barras da escada, ponho o meu pé direito sobre a prancha, ou passarela (como preferir). Está gelada. Caminho olhando fixamente para um ponto em frente. Sei que se olhar para os lados ou para baixo, posso desequilibrar e cair.

Voltar? Não sei se é possível, pode não ser seguro. O risco de subir já foi grande o suficiente, talvez voltar não seja uma opção válida. Força, coragem, vamos em frente. Estou na ponta, não sei porquê, mas já balanço a prancha como se fosse algo que eu já dominasse. Penso em tudo, tudo mesmo. Tudo. Continuo a balançar, em segundos darei o pulo. Um, dois, ...

O azul da água parece um céu, eu pareço voar , mas a direção é contaria. Subo ou desço? Prefiro nem pensar. Meus dois dedos no meio acabam de tocar na água.



Pára!



Tudo prece estar em uma velocidade infinitamente mais retardada que o normal, contudo minha cabeça pensa nas mais diversas coisas em velocidade inversamente proporcional. Minha família, meus amigos, meu amor, minha vida. Choro. Tudo isso vai ficar da superfície pra cima; e eu ficarei em milésimos de segundos em outra dimensão.

Passei. Não sinto dor, acho que o pulo foi dado corretamente, espero que o desconhecido me guarde surpresas boas. De baixo d'água olho para cima, vejo luz e mesmo com a água se misturando com minhas lágrimas vejo o trampolim lá do outro lado. Olho o quanto posso, mas não tenho muito tempo. Retorno em direção ao fundo da piscina, a velocidade já é normal, tudo é escuro, mas continuo nadando. Conhecerei a Fantasia que Sebastian conheceu? O que me espera? Não sei.

Só sei que pular de um trampolim é assim, arriscado. E quando se chega do outro lado, mesmo tendo muito o quê viver lá embaixo, sempre volto a olhar, cada vez mais de longe, para superfície. E uma coisa tenho em mente: Vou, mas volto.

domingo, 7 de dezembro de 2008

...e ponto

Todo mundo critica a incompreensão(vírgula) a loucura e a contradição(ponto) Eu mesmo faço isso(ponto) mas tem dias que eu paro e penso o quanto somos injustos(ponto) Por que tudo deve ter explicação(ponto de interrogação) Existem coisas que apenas são(vírgula) e nada mais(ponto) Nem sempre queremos compreender ou ser compreendidos(ponto) Mudar de opinião(ponto) Se contradizer às vezes é necessário(vírgula) faz parte(ponto)

O fácil entendimento nos acomoda(vírgula) limita o pensamento(ponto) Criar é estar livre(ponto) Livre de regras ou padrões(ponto) Que a lógica se perca numa equação desequilibradamente incógnita(ponto) Que a loucura se apresente com argumentos concretos e bem dopados(ponto) Que o não e o sim sejam sinônimos(vírgula) e que variem a ordem de aparição(ponto)

Não tentem entender(vírgula) nem é preciso(vírgula) não é obrigatório(ponto) Diga o que for dizer(vírgula) fale quando tem vontade e coragem(vírgula) pois depois(vírgula) a contradição voltará a se fazer presente(vírgula) bem como ela é(ponto) Aí teremos a oposição(vírgula) o contraditório(vírgula) que é a mais pura característica do ser humano(ponto) Somos feitos por pólos opostos de um mesmo organismo(ponto) Achar o que está perdido nem sempre é a solução(ponto) Há mais coisas a se encontrar(vírgula) e que simplesmente não damos atenção(ponto)

Joguemos tudo para o alto(vírgula) percamos o equilíbrio(vírgula) e sejamos redundantemente repetitivos(ponto) Diga uma ou mil vezes que você é capaz de superar o seu próprio raciocínio(ponto) O predicado não tem de vir depois do verbo(vírgula) e nem precisa existir um sujeito(ponto) Você não é um objeto(ponto e vírgula) seja imperativo(ponto de exclamação) Ou hiperativo(ponto)

Faça o que eu digo(vírgula) mas nem venha me perguntar se eu o faço(ponto) As vezes tento(ponto) Mas em sonho eu sempre consigo(ponto) Pois sim(vírgula) o segredo é sonhar(vírgula) hibernar em uma história de acasos desconexos e de fluxo descompassadamente alternativos(ponto) Mergulhar em uma gota(vírgula) fingindo descobrir o oceano(ponto)

A vida é rápida demais(ponto) Tentar entende-la nos atrasa(vírgula) nos faz perder o velho fluxo que nos leva obrigatoriamente ao fim(ponto) Ao ponto que encerra o período(ponto) À crase que limita a hora(ponto) E agora(ponto de interrogação)

Agora é o fim e .

domingo, 30 de novembro de 2008

Medo e Crescimento

O que é o medo? Porque ele existe e porque ele mexe tanto com a gente? Assumidamente digo: Eu tenho medo. Ou melhor, tenho medos, e medos e mais medos. Mas o meu maior medo é o de não crescer, não evoluir. De ficar como as pessoas com as quais me decepcionei. É incrível como nós percebemos quando a gente muda. Quando um tipo de comportamento dá lugar a outro, mais coerente e fluido.
Talvez por estar percebendo essa mudança em mim, e pelo medo de algo barrar isto, estou mais exigente. Ao falar isso, refiro-me ao comportamento das pessoas, principalmente as que estão ao meu redor. Elas são minhas referencias, então, que sejam positivas. Chega de gente que fingindo me colocar para cima, mas que prende uma ancora na minha perna e me joga ao mar.
Quero ir além, hoje estou sonhando alto e disposto a correr atrás, mas eu escolho quem levo junto, eu escolho a que nicho faço parte. Amadurecer nos torna mais seletivos, e assim estou. Separo o joio do trigo para que não encontrar problemas mais tarde. Para alguns estou certo; para outros não. E a única coisa que tenho a dizer é que no momento acho que estou certo, e não tenho paciência para repensar a atitude.
Preciso de férias. Temo que o tempo passe e eu tenha me prendido às repetições, ao costumeiro. Façamos a diferença, para que o medo não dê lugar ao arrependimento. Na vida existem: etapas vividas, etapas vivas e etapas futuras. E se a lógica da vida é viver, a segunda etapa é a qual estamos sempre ligados.
Medo terei sempre. Principalmente de ter sido injusto comigo e com o outro. Porém, a coragem que nasce em mim me dá esperança, me ajuda focar meus objetivos, me ajuda a superar o que era antes temido.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Peças que se encaixam

Com toda certeza você já se perguntou como seria a sua vida hoje, se você tivesse tomado uma outra atitude no passado. Se no fim da rua, em vez de pular o muro, tivesse voltado. Se tivesse escolhido peixe frito, no lugar de frango cozido. O que poderíamos estar vivendo hoje, se nossos pais simplesmente não tivesse se conhecido?

A vida é bem assim, um quebra-cabeça com peças muito semelhantes, e que as vezes se encaixam perfeitamente no lugar de outra; mas quem vai fazer com que outra peça venha a ser encaixada, sempre vai ser você. Será?

Uma coisa que venho aprendendo, é que é preciso ser menos apressado. A vida possui um fluxo lógico. Não para nós, mas para ela. O que estou querendo dizer é que muitíssimas vezes a vida nos apresenta algo, que simplesmente não compreendemos o porquê. Contudo, mais adiante, daqui a dias ou anos, vamos conseguir entender exatamente o motivo de cada coisa ter acontecido exatamente da maneira que aconteceram.

Por exemplo: hoje eu saio de casa sem guarda-chuva, justamente porque está fazendo um grande sol e certamente não irá chover. Mas, quando eu chego à faculdade o tempo transforma-se completamente, tudo fica cinza e uma chuva cai com mais força do que um “Não” dito pela pessoa amada, em meio a sua declaração. Porém, no fim do dia, quando a chuva continua a cair, você, em meio a busca de abrigo, encontra-se com um velho amigo, que além de um caloroso abraço, te oferece também um espaço em baixo de seu guarda-chuva.

Mas porque pensar nisso tudo, não é? As coisas simplesmente se encaixam, em determinado momento elas se encontram, e isso já basta.

Sabe de onde me vem tudo isso? De um sorriso que recebi ontem. Tal sorriso me preencheu por inteiro, me deu paz. Uma pessoa muito especial já tinha me falado sobre este sorriso; e ontem, ao sair da aula, cansado e entediado, a primeira coisa que vi, foi e uma grande boca sorrindo em meio ao céu escurecido, com dentes brancos e reluzentes, o sorriso da Lua. Aquele sorriso foi como se ela me dissesse para ter paciência, que uma hora a peça do quebra-cabeça que eu aparentemente não encontrei, ou troquei por outra muito semelhante, vai se encaixar em outro lugar, no lugar onde eu realmente deveria ter posto. O seu verdadeiro lugar.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Marília e o Universo Paralelo

Marília era uma menina como outra qualquer.
Muito carismática, se dava bem com todos de seu convívio. Mas uma coisa intrigante sobre Marília era a sua relação com o fabuloso Universo Paralelo. Ela nunca visitara tal lugar, mas esse era seu grande sonho, pois ela sabia que lá encontraria muitas bonecas, desenhos, doces, vestidos e amigos. Todos outrora perdidos.

Calma, talvez você não esteja compreendendo direito. Pois me deixe explicar melhor. O Universo Paralelo é o lugar onde todas as nossas coisas vão parar, quando simplesmente desaparecem, e não conseguimos encontrar de maneira alguma.

E na vida de Marília todas as coisas que ela ganhava, comprava ou fazia, um dia, sem que ela percebesse partiam para este misterioso lugar. Assim foi como a mamadeira; com a boneca predileta; com sua primeira sapatilha; com seus esmaltes, batons, vestidos, cartas, bolsas e despertadores.

Quando Marília indagava-se sobre suas perdas, era comum escutar dos mais velhos: “Você não perdeu, apenas não sabe onde está” ou “Quando algo é realmente nosso, sempre retorna”.

Marília cresceu, e com o tempo se acostumou com a idéia de que tudo o que um dia lhe pertencia, no dia seguinte, sem necessidade de explicação, partiria para o Universo Paralelo. Logo, Marília teve uma idéia: não se apegaria a mais nada; não se permitiria a amar algo intensamente, pois sabia que um dia teria de perder-la.

As pessoas começaram a achar a garota diferente, às vezes antipática. Mas não era por que ela queria. O maior medo de Marília era que um dia o Universo Paralelo, cansado de ter para si apenas objetos, começasse a dar fim em todas as pessoas que Marília amava. Seus pais, irmão, parentes e amigos. Destes Marília não conseguiria se separar se fosse preciso, mas o Perverso Universo Paralelo não teve pena da garota, e foi roubando-lhes um a um. Dia após dia. Hora após hora.

Marília, então, se viu perdida em meio a um mar vazio, sem vida e sem alegria. Ela chorou, mas não foi o suficiente para gerar ondas, pois até estas desapareciam sem que ela notasse. A garota se perguntou o que mais ela teria para perder. Nada. Esta era a única resposta; ela mesma já estava perdida.

Foi então que um belo garoto, inexplicável e inesperadamente surgiu na sua frente, estendeu a mão e ajudou a levantá-la, ela o olhou nos olhos. Imediatamente nutriu um amor incondicional por ele. Naquele curto espaço de tempo ela o amou com mais força do que amou qualquer outra coisa na vida. O amou por todos os passeios que fariam juntos, por todos os piqueniques; o amou por todas as alegrias e perdões; o amou. E justamente por isso, o maldito Universo Paralelo pela derradeira vez se fez presente. Enquanto ele roubava o amado garoto de Marília, este lhe dirigiu a seguinte frase: “Nada terminará se Marília não estiver sorrindo; e tudo o que é perdido, encontrado será com um largo sorriso”.

Marília então sentou esperançosa naquele lugar. E até hoje aguarda, pacientemente, pelo dia em que dará o sorriso prometido.

de Walmick Campos

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Escolha

Antes eu me perguntava se existiria algo que fosse mais difícil do que resolver Matemática Física e Química, porém depois de alguns a minha pergunta é: Existe coisa mais difícil do que fazer uma escolha?

Por que a vida é assim? Por que sempre tem dois caminhos ou opções? E por que sempre eu não sei por qual optar?

Branco ou Preto,
Calça ou Bermuda,
Livro ou Filme,
Noite ou Dia,
Patins ou Bicicleta,
Serra ou Praia,
Sol ou Chuva,
Inglês ou Espanhol (ou outra),
Novela ou Minissérie,
Teatro ou Cinema,
Teoria ou Prática,
Sapato ou Tênis,
Sandália ou Chinelo,
Motorista ou Passageiro,
Hoje ou Amanhã,
Bife ou Peixe,
Lápis ou Caneta,
Etc ou ...
??????????????????????????


Vida confusa. Ou eu sou o confuso?
Ah... não sei.






“O mundo não seria ótimo se insegurança e desespero fizessem a gente mais atraente?”
(Albert Brooks em “Nos Bastidores da Notícia” - 1987)