terça-feira, 20 de novembro de 2012

Acabo de sair de uma sessão de cinema, o filme era: “As Vantagens de Ser Invisível’ (título original: The perks of being a wallflower). Não sei bem o que exatamente dizer sobre, até não gostaria de falar para não gerar grandes expectativas, pois elas são destruidoras das experiências sensíveis que podemos ter. Porém, em mim veio a enorme necessidade de me dirigir a você(s) – o (s) porque muitos foram os que apareceram na minha mente enquanto me emocionava. Talvez essa minha atitude de escrever isso seja considerado estúpido, bobo, e emotivo de mais para alguns, mas para mim é realmente uma necessidade. Uma possível identificação com a história dos personagens talvez seja o grande responsável pelo o que está se processando em mim neste momento. E para aproveitar a efusão, e não deixar que a preguiça e a racionalização sejam mais forte, escrevo e envio logo. A questão é que em algum momento nós dividimos, ou melhor, somamos em nossas vidas. Talvez você seja da minha família, de casa ou não; um dos meus grandes amigos ou colegas do ensino infantil, fundamental ou médio; quem sabe alguém que me aproximei por engajamento religioso; provavelmente compartilhou a descoberta do mundo durante e depois da faculdade; podemos ter nos unido pelo Teatro, ou conhecemo-nos onde estagiei/trabalhei com comunicação; ou ainda estamos nos conhecendo. O que importa é que você é alguém a quem devo agradecer por alguma parte da minha vida. Uma vez, no final do meu terceiro ano, conversando com uma grande amiga - dos tempos de colégio e dos dias de hoje – perguntei como seria depois que todo mundo seguisse pra uma faculdade diferente. Ela prontamente me respondeu: “Walmick, é assim mesmo. Agora cada um vai para o seu lado, e perderemos o contato.“ Ainda bem que foi diferente com ela, e mesmo a distancia mantemos contato – embora não como o desejado. Com tantos outros não tive a mesma sorte, e nem por facebook tenho contato. E a vida faz isso, não é mesmo? Do nada, a gente simplesmente vai esquecendo de cada um que foi passando por ela. Mas que todos deixaram lembranças, isso é fato. Lembranças essas que espero que nem mesmo o desesperador branco da velhice consiga apagar. Por fim, desejo que possamos nos manter em contato sempre que possível, para relembrar, reviver e viver coisas novas juntos. E “As Vantagens de Ser Invisível’’ me tocou ao me fazer perceber que o bom de estar com cada um de vocês, é que nestes momentos é quando me sinto infinito. Com amor e saudade, Walmick Campos

6 comentários:

Érica Ribeiro disse...

Vou assistir, menino homem!!!

Levy Mota disse...

que lindo, wal!

depois do teu depoimento, não crio expectativas, mas já gosto do filme. nem interessa se é bom ou não, vou gostar. e vou lembrar do que tu escreveu e vou gostar mais ainda.

beijo grande, meu amigo!

Rafael Martins disse...

Beijo, meu amigo! Fico feliz por suas palavras. Saudade.

Marcelo Bonavides de Castro disse...

Muito lindo e tocante seu depoimento.
Às vezes o invisível (não estar presente) pode machucar, mas, não apaga a presença que trazemos no coração.
Beijão!

Danilo Castro disse...

Somos assim, um pedaço de cada um. Lindo, Wal.

flavia disse...

Lindo, Walmicks!

Adorei o texto e de estar nesse meio de pessoas, com a sorte de nossos caminhos terem se cruzado em algum momento.

Certeza eu assistir o filme!

Beijo grande e saudades :***