domingo, 8 de abril de 2012

Desta vez, resolvi juntar duas coisas que gosto muito em uma postagem só. Pensei bem e fiz um apanhado de raças de cachorros que possuem o temperamento e/ou comportamento similar aos dos doze signos do zodíaco. Divirtam-se, encontrem-se e aproveitem como dica caso esteja pensando em adotar um mascote.
Pinscher – Áries (20/3 - 18/4) Assim como o Pinscher, o Ariano é destemido, ousado, inteligente, curioso, leal, dinâmicos, seguro de si e briguento. Se você conhece um cão desta racha, você certamente sabe que ele late com freqüência, para tudo e para todos, muitas vezes sem um motivo real. Isto porque estão sempre se impondo e demarcando território, exatamente como os nascidos sob o signo de Áries. O Ariano e o Pinscher não temem adversário algum, por maior que o rival seja. Eles se metem em brigas bobas, mas caso tenham certeza de que estão certos, não será um Pit Bull quem o fará largar o osso. Até mesmo porque eles não suportam perder, ou ser submetidos a conselhos dos outros. Por isso, devem se controlar para não se tornarem egoístas e terem mal gênio. Precisam controlar a impulsividade e exercitar a paciência. Muitos os consideram uns chatos, mas quando são admirados é porque certamente cativaram por sua personalidade forte, porém carismática.
Boder Colie – Touro (19/4 - 19/5) Taurinos são, em quase sua maioria, trabalhadores, pacientes, amigos, inteligentes, atentos, persistentes, decididos, fieis e carinhosos. E assim são os cães da raça Boder Colie! Ambos são líderes, mas não autoritários. Assim como o nascido com o signo de Touro, o Boder Colie é aquele cão sempre disposto a trabalhar para o seu dono, e correr horas a fio para organizar e defender o rebanho de ovelhas que toma conta. Eles trabalham pela sensação de segurança; seja a sua ou a de entes queridos. E é difícil fazê-los sair da atmosfera do trabalho! Esse zelo e uma tendência ao possessivo podem levar esses cães e o taurino a se tonarem inflexíveis e ressentidos. Podem se tornar frustrados caso fiquem presos a uma perspectiva de intimidação. Eles gostam da segurança e de um lar com muito conforto, mas gostam de experimentar novidades, como conhecer outros lugares e provar novos sabores.
Schnauzer - Gemios (20/5 - 20/6) Sejamos cautelosos com esses dois. Temos que entender que eles possuem um tempo, ou um fluxo de pensamento próprio. Ora podem acreditar que determinada coisa é o que querem, ora esta mesma coisa pode ser o extremo oposto do que realmente desejam. E o intervalo de tempo deste “querer e não querer” pode ser a cada vinte anos, ou a cada meia hora, acredite! Geminianos e Schnauzers encantam pelo charme, pela sociabilidade e versatilidade. São intelectuais, carinhosos, comunicativos e inteligentes. Têm muita energia e vitalidade. Contudo, por sua inconstância e exigência, eles podem parecer – ou mesmo tornarem-se – superficiais, esnobes e calculistas. O Schnauzer não gosta de ser desprezado, de ser limitado por alguma situação ou lugar, e se relacionam bem com outros (animais ou pessoas) quando acostumados desde cedo. E para demonstrar sua insatisfação, eles latem! Certamente o Geminiano com isto se identifica.
Poodle – Câncer (21/6 - 21/7) Poodle e Cancerianos são emotivos, carinhosos, inteligentes, brincalhões, protetores e simpáticos. São donos de muita imaginação e intuição, o que os leva a viver em uma novela mexicana. Câncer é um signo maternal e bem apegado aos seus pertences ou experiências de vida, e da mesma forma são os Poodles. Estes agem de maneira possessiva sobre os donos. E curiosamente, as fêmeas desta raça de cachorro comumente têm gravidez psicológica, o que as deixam estressadas e com mau humor. Os cancerianos são ilógicos e desordenados; em alguns momentos, no campo afetivo, são calculistas e auto compassivos, algo muito próximo do comportamento que os Poodles têm quando se sentem dominadores frente aos seus donos. Eles mudam de humor facilmente e são muito suscetíveis. Custa-lhe abandonar uma situação, uma vez que temem a idéia de serem vistos como perdedores. Poodle e Cancerianos têm instinto de caça. Enquanto esta raça corre atrás de roedores, pássaros e outros animais menores; os cancerianos estão sempre correndo atrás de um grande amor, chegando a ser grudentos.
Labrador – Leão (22/7 - 21/8) O importante é estar no centro! E que tal ser o mais cotado para protagonizar filmes, VT publicitários? Labradores e Leoninos são assim, adoram ser o centro das atenções – sejam numa festa, ou em diálogos sobre questões pessoais com amigos. As vezes são mandões, e cheios de querer, podendo interferir no que não devem. Mas em sua maioria são generosos, bondosos, brincalhões, fieis e carinhosos. São criativos, entusiastas e compreensivos, o que os dão uma boa capacidade de sociabilidade, inclusive com crianças. Ambos são inteligentes e habilidosos, o que faz com que possam desenvolver talentos. Não gostam de egoísmo, rotina e da solidão. São bons guias, pois motivam e servem de exemplo, mas para isso devem ser preparados, ou tudo vira festa. Têm muita energia, que pode ser trabalhada em exercícios físicos. E se isso os dá maior visibilidade em um grupo, eles vão adorar!
Sharpei – Virgem (22/8 - 21/9) A maior característica comum entre Virginianos e Sharpeis é o caráter reservado. Isso pode ser visto como modéstia, inteligência, timidez, ou mesmo controle de privacidade. Os virginianos costumam ser meticulosos, práticos e trabalhadores; similar ao Sharpei, que é um cão independente, calmo e leal. Os virginianos buscam uma vida sã, vivem organizando as coisas, fazendo listas ou limpando algo. E para manter tudo em ordens, são como o Sharpei, que é um dominador ao tratar do seu território, sem contudo desperdiçar energia com latinos desnecessários. Eles têm vontades próprias e não são levados como uma “Maria vai com as outras”. Ambos são um tanto quanto conservadores e perfeccionistas, que somando ao caráter dominador pode gerar estresse com a presença de pessoas ou animais desconhecidos, principalmente se estes invadirem os limites.
Dálmata - Libra (22/9 - 22/10) Librianos e Dálmatas são elegantes por essência. Esta característica é sempre admirada pelos outros. Tem uma relação muito próxima com a beleza, a moda e o bom gosto. São diplomáticos, encantadores e sociáveis. Os Librianos são idealistas, pacíficos, otimistas e românticos. Têm um caráter afável e equilibrado, assim como os Dálmatas. Quando não gostam, ou estranham alguém, são bem desconfiados, podendo se tornar defensores de si e dos seus. No geral são bem tranqüilos, mas sempre existem eventualidades quando o “Santo não bate”, não é verdade? Mas como pacientes e abertos às opiniões dos outros, podem mudar de idéia e o convívio corre tranquilamente. As vezes os Librianos são indecisos, deixando-se influenciar facilmente por terceiros; algo muito parecido com a soma de energia e curiosidade dos Dálmatas, que resulta em uma fácil dispersão das ações.
Chow Chow – Escorpião (23/10 - 20/11) Escorpianos são como cães da raça Chow Chow, cheios de magnetismo e charme. Donos de uma natureza rebelde, dificilmente seguem ordens; já que preferem suprir as próprias ânsias. Têm muita paixão e afeto dentro de si, mas nem sempre os demonstram, já que gostam da paquera, da conquista. Não gostam de afagos fáceis, nem suportam adulação. Mas quando se mostram afetuosos a alguém são intensos, e como um cão manhoso, colocam a cabeça sobre as patas e/ou lambem os donos. Principalmente se estão em um período de carência. Ambos não gostam de desperdiçar esforços, principalmente quando não encontram sentido nem por quê. Isso não é preguiça, é quase uma imposição de querer. Eles gostam de convencer, fingindo parecer que o outro escolheu. E fazem isso bem, quando usam o charme. Possuem um gosto independente e decidido, são inteligentes, compulsivos, ciumentos e teimosos. Não costumam fazer barulho ou se meter em briga; mas quando fizerem, saia de perto!
Vira Lata – Sagitário (21/11 - 20/12) O que dizer de um Sagitariano? Ele é cão sem dono, não se põe coleira facilmente, adora o novo, lugares diferentes, pessoas de todos os tipos e culturas. O Sagitariano, assim como um cão Vira Lata, pode nos surpreender com sua versatilidade, com sua inteligência embasada no aprendizado de vivências, com sua honestidade e sinceridade, além de serem muito simpáticos. Em geral são otimistas, modestos e donos de grande bom humor. São inquietos, adoram aventura e muitas vezes são descuidados, o que pode provocar eventos de desastre, com objetos quebrados ou cicatrizes. Por essência, são otimistas, mas quando o são demasiadamente chegam a ser irresponsáveis. Não gostam do sentimento de prisão a algo ou alguém, nem de ter que se preocupar com detalhes. Quando devotam amor a alguém, o fazem verdadeiramente; e conseguem amar a distância –sentem a dor, mas se fortalecem com a esperança do reencontro, como um cão que espera pacientemente o dono na porta de casa. Sagitarianos e Vira Latas são caixinhas de surpresa, sempre trazem algo de inesperado. São o próprio charme de quem não se prende a padrões pré-estabelecidos, ou rótulos.
Akita – Capricórnio (21/12 - 19/1) Akitas e Capricornianos são o exemplo de disciplina e cautela. São determinados e trabalham para a realização de seus planos – que são bem ambiciosos. Não recebem ordens de qualquer um, principalmente se não admirarem seus superiores. São profissionais, pacientes, realistas e práticos; detestam fantasias e coisas bobas, ou inviáveis. Em alguns momentos eles não conseguem ser generosos e fazer favores de forma altruísta; o que pode passar a impressão de serem esnobes ou pedantes. Talvez por uma questão pessimista a respeito do novo, do desconhecido. Agora, cuidado! Cuidado mesmo! Nunca zombe de um Capricorniano ou de um Akita, eles são bem diretos e não poupam ninguém. São como samurais, não desperdiçam tempo e energia em vão. Logo, não se arrisque, ou vai acabar perdendo a cabeça em um piscar de olhos.
Beagle - Aquário (20/1 - 18/2) Simpáticos, honestos, inteligentes, divertidos, leais e independente... estas são características dos Beagles e dos Aquarianos. Eles são imprevisíveis e fazem o que dá na telha. São afetuosos, mas pouco emotivos. Ambos não gostam de prisão, e para entrarem na linha, precisam de alguém por perto, puxando a orelha. Mas quando aprendem, executam com maestria. Assim como os Aquarianos, os Beagles são de fácil convívio, não são briguentos e são bastante independentes, mesmo gostando de andar em grupos. Não gostam da rotina, do cotidiano; preferindo analisar as possibilidades.
Basset Hound - Peixes (19/2 - 19/3) Os cães da raça Basset Hound, assim como os nascidos sob o signo de Peixes são: sensíveis, amável, companheiros, dóceis, carismáticos com crianças, jovens, adultos e idosos, são desastrados, e podem assumir características depressivas quando solitários. É intuitivo e pensa nos demais. Os Piscianos são místicos, e como que possuidores de um sexto sentido, que podemos comparar ao faro dos Bassets, considerados um dos melhores entre os cães farejadores. Estes cães possuem uma imagem que transparecem características antagônicas, mas que também podemos identificar no signo de Peixes, devido a sua mutabilidade. Falo dessa cara que ao mesmo tempo em que exibe um cachorro bobão, traz uma carga de sabedoria e paciência. Enganam-se quem pensa que os Bassets são preguiçosos; igual aos Piscianos, eles só precisam de uma companhia para encarar grandes caminhadas. Sempre que sair com seu Basset mantenha-o na guia, assim como os de signo de Peixes, ele é curioso e disperso, um cheiro novo é uma nova aventura, uma nova viagem, e eles podem acabar se perdendo. Isso também dificulta o aprendizado por parte de ambos. São tão atrapalhados que podem tropeçar em suas longas orelhas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sakura Matsuri – O Jardim das Cerejeiras, do grupo Teatro Mimo



por Walmick Campos
Segue é um exercício de crítica e análise, onde apresento as impressões e sensações a mim transmitidas pelo espetáculo Sakura Matsuri – O Jardim das Cerejeiras, do grupo Teatro Mimo; encenado no dia 11 de outubro no SESC Emiliano Queiroz, dentro da programação do VII Festival de Teatro de Fortaleza.
Em O Jardim das Cerejeiras, Anton Tchekov, conta a história de uma família aristocrática que vive a perda de seus membros e a possibilidade de falência. A venda do grande cerejal da família é uma chance de salvação; mas não hipótese de fácil aceitação, devido ao grande valor sentimental que o envolve.
O espetáculo do Teatro Mimo é uma adaptação corpórea deste jardim, e mais me pareceu um sonho no qual fui inserido enquanto espectador. As imagens, os corpos, a influência Butoh, a luz e os sons me conduziram a isso. A pesquisa é forte e sensível, traz um jogo de oposições que domina a atmosfera. Como é um espetáculo que cresceu a partir do que antes era esquete, há uma diferença de afinação entre suas partes. O que certamente será resolvido ao passo que o espetáculo ganhe mais tempo de vida.
A direção é cuidadosa e muito feliz. Precisa de atenção para que o domínio da técnica não seja superior às sensações que o trabalho é capaz de proporcionar. Há momentos que a repetição de ações chega ao espectador como uma demonstração de habilidade; e não uma expressão sensível.
Os atores são ativos e entregues ao trabalho; porém, a qualidade da execução física possui diferenças. Compreensível, uma vez que os corpos são diferentes por natureza, é o que torna humano; mas a energia não deve ser diferente, como acontece em poucos momentos. Merecem destaque o trabalho de Felipe Abreu, Jonathan Pessoa e Tomaz de Aquino. Este último, presente apenas na cena de abertura do espetáculo, e que fascina o olhar do espectador com as formas propostas pelo seu corpo, sob uma luz que salienta sombras e deformidades. Deu vontade de que Tomaz estivesse em mais cenas; e dá a impressão de que isso não acontece em virtude do olhar externo dado por ele enquanto diretor.
A iluminação é linda, valoriza as imagens e traz um clima frio, mesmo com a utilização de cores quentes. No entanto desliza em algumas mudanças sem algo significativo. O figurino - corpos banhados por barro - é perfeito. A trilha é gostosa de ser ouvida, se encaixa lindamente com o que é visto; mas a letra cantada da última música incomoda. O instrumental e o silêncio são mais bem vindos.
Sakura Matsuri – O Jardim das Cerejeiras é um espetáculo muito bonito! Deixou-me com uma imagem onírica por muito tempo na cabeça: o fértil cerejal gritando de dor ao perder seus frutos, da mesma forma que uma mãe padece diante da morte de seus filhos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O que é ou não é?


Curtir você é diferente de gostar de você,
Que não é o mesmo de estar a fim de você,
Que pode nem ser estar muito a fim de você,
Que passa longe de estar louco por você,
Que de fato não é estar apaixonado por você,
Que não é igual a amar você,
Que não implica, necessariamente, me relacionar com você.


p.s.: o que também não é odiar você.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Espera



Faz tempo que eu esperava que algo me motivasse a voltar escrever por aqui, ou mesmo nos meus cadernos ou arquivos privados do meu computador. Nada mais parecia ser mote, ser impulso útil.

É incrível como a gente gera expectativas, em nós mesmos e nos outros. Parecer um vício, que só faz a ansiedade crescer e tomar proporções imensuráveis. Dá um tique nervoso, um balançado na perna, um arrancar de fios e fios de cabelos... é uma loucura.

Esperar é sempre, sempre, chato. Não só o esperar das coisas banais, como esperar alguém que perdeu a hora e se atrasa, que alguém perceba a imensa fila do banheiro e seja mais objetivo nas suas necessidades, ou mesmo que alguém lhe devolva um dinheiro emprestado; mas como também é chato esperar o que está no campo das idéias.

Aí é esperar e sofrer ao mesmo tempo. Porque o esperar passa a se confundir com outros sentimentos. Dele podem nascer a esperança, o desespero, a tristeza, e se duvidar... uma dor de barriga desenfreada.

Esperamos ser completados. Somos meia parte do que queremos ser, e nem tudo que pensamos nos completar irá fazê-lo. Até mesmo porque às vezes, o que poderia nos deixar completos são seres humanos a espera de outra peça que ainda não está encaixada. Esperamos que sonhos tornem-se verdade, que o tempo ande mais rápido, ou que não tenha tanta pressa. Esperamos ouvir um “eu te amo” ou apenas receber um abraço caloroso.

E fique alerta: esperar é perigoso! A gente pode se acomodar nesse estado. Um estado de inércia e inatividade, que nos torna objetos... ou algo que só provoca reação, e não estímulo concreto. Esperar é bom por fazer pensar, meditar... mas não vale a pena esperar que a vida passe sem que tenhamos respondido nossas inquietações. O que não encontra resposta... melhor deixar pra traz, vai que é algo esperado por mais alguém. É um bem que se faz.

domingo, 17 de janeiro de 2010

já faz tempo... é 2010 e nem me dei conta...



Faz muito tempo que não posto algo aqui. Da última vez eu estava na metade do intercâmbio, no primeiro semestre do ano passado. Muita coisa aconteceu, não tinha tempo para postar, não tinha nem paciência pra falar a verdade. Depois, eu simplesmente esqueci.

Tantas idéias ficaram pra trás; muitas delas eu tento lembrar, mas já não são mais as mesmas. Demorar de mais para externar algo do pensamento faz com que percamos a autoria e o domínio sobre esse algo. O tempo passa a comandar o que ficou esquecido, sendo capaz até de encontrar outro veículo para não deixar o que deveria ser dito no esquecimento. Quem já não esteve em situações de ver uma idéia antiga ser executada por alguém que você nunca teve a oportunidade de conhecer. Há casos até de idéias roubadas, mas sem provas de autoria – sejam rabiscos ou autenticações em cartório – ninguém mais pode ser tido como o criativo do que aquele que as publicou.

Por isso vou posto o que me deu vontade agora, pra não perder a oportunidade... pois não vale a pena deixar o tempo passar de qualquer forma... sem ao menos ser visto.

2010 chega e não causa diferença em relação ao ano que passou. Mas também não teve tempo, é verdade. Paciência pelo que estar por vir. Que sejam boas as surpresas! Não só para mim, você e/ou nossos conhecidos, mas para todo o Planeta! Espero que as boas realizações sejam de todos, e que as listas de promessas a serem cumpridas no decorrer deste ano sejam concebidas com força de vontade e determinação suficiente a fim de que uma boa porcentagem se torne realidade.

Um ótimo ano a todos, e nos vemos por aí e aqui...

QUEIJOS E ABRAÇOS,
Walmick Campos

sábado, 23 de maio de 2009

Parei de pensar?


Será que a criatividade acaba? Será que a mente pára de pensar? Bem... não sei, mas porque eu não consigo pensar em quase nada? Leio, assisto série, ando pela rua e nada me vem à cabeça. Nenhuma idéia. Pifei? Mas acho que justamente por estar sem criatividade vou parar esse post por aqui. Melhor não escrever do que escrever besteira. E aos criativos, cheios de idéias: Escrevam! Porque eu quero ler! :P

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Argumento para um dia comum se tornar um filme “pseudamente” de arte


Temos dias e dias, isso é óbvio. Uns são mais especiais que os outros? Será? Isso depende da forma de como você os analisa, ou melhor, de como decide vivê-los. As vezes não é fácil tornar uma manhã cinzenta em algo agradável. Alguns considerariam impossível. Mas o que seriam dos dias, se não fossem como os filmes? Se encaixando em categorias distintas e agradando, ou não, diferentes tipos de espectadores. Então, vamos lá... vamos pensar em maneiras de transformar dias comuns em dias especiais. Dignos de um “cine de arte”?
Quem sabe até admirado e analisado em blogs dos tão renomados (e totalmente da moda) pseudo-intelectuais?

Créditos iniciais:
Bem... fotos antigas se entrecortando rapidamente com o amanhecer do sol visto de diferentes pontos da cidade. Lembre-se de usar tomadas rápidas, pra não entediar ninguém. Se bem que cine de arte pode entediar, né... você decide. Se possível use um filtro diferente para colorir e distinguir o início do dia (filme) do restante. Contudo não deixe passar a oportunidade de usar a mesma tonalidade em outros momentos, para gerar uma unidade. Sabe aquelas fotos? Se forem de família, comuns e cotidianas serão melhor ainda. Ouse com fotos da sua infância, cortes de cabelos e roupas fora de moda podem lhe render boas críticas.

Primeiras cenas:
Acordar com o despertador já virou um grande clichê, mas que tal arriscar? Só que dessa vez o olhar da câmera vem de dentro do relógio. Conseguimos ver os ponteiros se movendo, e mais adiante o dono da mão, que em instantes fará o silêncio se romper, dando inicio à uma trilha sonora 100% extra-diegética, enquanto todo o processo de despertar se desenrola. Neste estão inclusos planos como de escovar os dentes; preparar o café, e coá-lo com meias encardidas; passar geléia em uma torrada, que cái segundo os princípios da Lei de Murph; formigas correm ao redor do açúcar derramado sobre a mesa e outros mais.

Desenrolar:
Em um dia qualquer, como você chega à faculdade, ao trabalho ou qualquer outro lugar? De carro, transporte coletivo, bicicleta ou a pé? Seja qual for seu transporte, esqueça-o e busque no seu baú aqueles patins de quatro rodas antigos, com freios na parte da frente. Troque os cadaços velhos pelos de seu quase tão velho All Star e saia patinando pelas ruas. A princípio um pouco desengonçado, para conquistar o público, que produz um sorriso de canto de boca. E quando uma nova trilha se fizer presente, agora totalmente diegética, pois vem do seu mp4, surpreenda-os com uma capacidade incrível de patinar pelo transito, inclusive respeitando a sinalização. Se for do seu gosto, esse pode ser um bom momento para ousar com o filtro.

E se for assaltado? Hoje em dia é tudo tão perigoso, mas isso não é motivo para desespero. Encare o ladrão como um personagem que traz um ponto de giro para a sua história. Ele quebrou a lógica da sua rotina. O que fazer? Quebre a lógica do assalto; em vez de chorar, entrar em choque, gritar “pega ladrão!”, ou mesmo ir à delegacia fazer um B.O. corra atrás dele com seus “super-patins”, que nunca te deixaram na mão enquanto você corria, a alguns anos atrás, do rottweiler que uma visinha da sua mãe cria. Você ainda está se perguntando o porquê correr atrás do ladrão? Bem, certamente documentos, dez reais e algumas fotos 3x4 não são muito relevantes, uma vez que pra todos esses existem segundas chances, ou segundas vias. Temos que encontrar algo especial, único. Calma, deixa eu pensar...

Já sei! Uma carta de amor. É clichê, mas todo filme tem que falar disso, todo mundo já está cansado de saber, e se cansando de ver. Mas essa carta de amor é de amor verdadeiro. É a primeira carta de amor que você escreveu em toda vida. Escreveu em um momento de verdadeira embriaguez, e não tem uma cópia e nem conseguiria escrevê-la de novo. E não diga que poderia, pois posso fazer com que seu personagem esteja com a mão esquerda engessada, e você é canhoto lembra?

Vamos, deixe de conversa e corra atrás do ladrão! Estamos com pouco dinheiro no orçamento, de repente o filme se tornou um curta-metragem, e já estamos passando dos 10 minutos.

Isso! Em toda a velocidade que a câmera lenta lhe permitir! Sim, aqui vamos ralentar as imagens; este filme não é de ação. Uma música tocada por violinos e acordeons, instrumentos básicos para uma trilha de arte, conduzem o pique da perseguição. Mais uma vez o uso do filtro pode ser interessante. O ladrão está a poucos metros de você, que breca para respirar. Sorte sua, pois o caminhão de um musical que chega em sua cidade passa em alta velocidade e, ao mesmo tempo que interrompe a trilha sonora, atropela o ladrão com toda a violência possível. Não se preocupe, em filmes como o nosso, a violência é um elemento de surpresa, que chega ao ponto de ser tragicômico.

Pausa. Precisamos ver a sua cara perplexa diante do que acaba de acontecer.

O ladrão se foi, definitivamente, e com ele... a carta. E agora? O que fazer? Voltar todas as cenas de trás para frente, até um ponto e continuar por um caminho diferente? Não será preciso, olhe para o seu lado e veja que te pergunta, com um close nos lábios, que mastigam um chiclete: “Você está bem?”

A sua pessoa amada. Ele ou ela, e isso independe do seu sexo. Nosso tipo de filme também é aberto a isso, e como é!

Clímax:
Você, mergulhado na adrenalina de um só fôlego diz verdadeiramente e em alto e bom som tudo o que estava escrito na sua carta de amor. Palavra por palavra.

Conclusão:
Em contra partida uma grande bola de chiclete estoura entre vocês dois e logo em seguida a platéia delira com um demorado beijo de amor.

Créditos Finais:
Retomamos as idéias de fotos, mas agora com o sol ao entardescer. As imagens das fotografias podem ser do futuro dos personagens, quem sabe até do velório do ladrão. Do rottweiler ganhando um prêmio em uma competição canina. E claro os nomes dos membros da equipe técnica. Sem esquecer de no argumento e roteiro: Walmick Campos.

Obs.: Este filme pode tomar caminhos “errados” e se tornar uma comédia romântica. Tudo depende de você, a final... o dia é seu.
;p